Amor de verdade

Ahhhhhh, o amor! Na verdade, o que é o amor?

Diariamente dizemos uns aos outros “Eu te amo” e trocamos figurinhas cheias de coraçõezinhos no facebook, mas será que estas atitudes são realmente fruto de um verdadeiro amor?

Segundo as Escrituras Sagradas, o amor não é um sentimento, e graças a Deus por isto, porque se assim fosse, o amor seria algo instável, como são os nossos sentimentos.

A Palavra de Deus diz que o amor não consiste em palavras, mesmo que às vezes ele se manifeste através delas. Se fosse assim amar não exigiria esforço algum.

O amor também não consiste em feitos admiráveis. Em 1 Coríntios 13:3 diz o seguinte: “E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.” Sim. Podemos ser excelentes em obras sociais, mas, a nossa motivação para realizá-las pode ser apenas o desejo de aliviar a nossa consciência.

Mas afinal de contas o que significa amor?

Amor é andar junto, é gastar tempo um com o outro, é ouvir as histórias e até os problemas daquele(s) que amamos. Amar é ter sempre em mente o outro a quem se ama. Amar é não se ver inteiro sem o outro. É sofrer pelo outro. Interceder, jejuar, chorar por aquele a quem se ama, mesmo que ele não saiba disto.

Quando não somos capazes de abdicar de algo para ajudar a alguém que pensamos amar estamos bem equivocados quanto ao amor.
O amor exigi proximidade. João 3:16 é prova disto – E o Verbo (Jesus Cristo) se fez carne e habitou entre nós,… Deus nos amou de tal maneira que veio até nós através de seu Filho – “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: DEUS CONOSCO).”Mateus 1:23.

Através de Jesus, Deus passou a andar conosco, viver nossas lutas, nossas alegrias, nossas misérias. Deus se misturou a nós a tal ponto que morreu a nossa morte para vivermos a sua vida. Nossa existência se misturou. Nós cristãos assumimos a identidade de Cristo, e Cristo assumiu a nossa – “logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim;…”. Gálatas 2:20.

Isto é amor! O amor genuíno nos transforma em parte uns dos outros.

Contudo, não é isto que vemos atualmente. O amor se esfriou como Jesus Cristo disse que aconteceria – “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos.” Mateus 24:12. Hoje, os filhos saem de casa para irem estudar em cidades ou países distantes e lá se estabelecem. Eles visitam seus pais duas ou três vezes ao ano, geralmente durante algumas comemorações. Eles passam a viver longe e independente de suas famílias como se estivessem divorciados das mesmas. Visitam seus pais duas ou três vezes ao ano, geralmente, durante algumas comemorações.

Por outro lado, é cada vez mais frequente pais se afastarem de seus familiares, perdendo anos preciosos de convívio, visando melhores oportunidades financeiras.

Soube da história de uma pessoa que ficou muitos anos trabalhando no exterior. Ela perdeu a infância de seus filhos mas, finalmente, resolveu voltar para casa. Ao fazê-lo, percebeu que sua família estava se deteriorando. Não havia mais ordem, unidade, ou compromisso uns para com os outros. Sim! Haviam recursos financeiros, porém, faltava aquela liga que só o amor pode acrescentar. Tal pessoa, sabiamente, abdicou de sua vontade pessoal e voltou para casa, assumindo enfim o seu papel. Os resultados foram fabulosos!

Como dizem as Escrituras Sagradas, o amor é a própria essência de Deus. Ele é doador… é bom… vivifica… Ele enfraquece o egoísmo, o orgulho, a cobiça e todas as demais coisas perniciosas próprias da natureza humana. E ele o faz para produzir a vida.

“Amados, amemos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor”. 1 João 7-8

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